A justificativa não quer ensinar - notas de revisão por LV, VO e RS para o documento de justificativa de Escrevendo um Escritor

Marcio S Galli, 11-11-2024

  • Anotação depois de revisão de VO, RS e LV
  • De Salamanca, Espanha. Biblioteca Torrente Ballister.

Depois de muitas revisões, a justificativa do Escrevendo um Escritor ganhou uma quantidade signigicativa de lógica na tentativa de apresentar o problema para aqueles que querem se envolver com escrita. Em termos de estrutura, SCqA, para essa parte inicial, a intenção é trazer a realidade de um mundo onde podemos ser mais escritores mas não exatamente que nos leva a caminhar de forma consciente e estratégica:

  • Situação: Mundo de soluções, acessíveis, democrático, para escritores, que nos envolve em escrever, editar e publicar muito mais. Nos cativa, nos envolve, até nos acolhe, e nos empodera.

  • Complicação: Toma nossa energia e atenção, permitindo acolhimento e estarmos menos sozinhos interagindo pelo tecido social, sempre podendo contar com mais ajuda, mais soluções; isso ao mesmo tempo nos sobrecarregando. Na questão de defesa, perspectiva de defesa, ficamos mais orientados ao mercado, as soluções que tem expectativas. Essas interações não cuidam da autoregulação e podemos nos envolver, mais acelerados, tanto a sermos arbitrários como também a nos criticarmos mais severamente. Os resultados podem ser catastróficos.

Para tentar explicar essa lógica, na versão v3.5, eu comecei sugerindo que o mundo - rico, abundante, acelerado, interativo - é um espaço que é a) difícil de criticar. É como se tivesse tentando mostrar que reconheço o valor do mundo, e então, proceder para malhar. Digo algo como "por ser de certa forma democrático, porque não nos força". Pode ser que essa certa "pausa" de reconhecimento seja, na justificativa, desnecessária.

VO e RS destacaram que certos elementos dessa justificativa poderiam estar na introdução. Então, agora, penso que faz sentido sim que se a introdução elabore sobre essas questões, será uma grande chance de preparar o leitor, colocar uma perspectiva sobre como opções e soluções e o tecido social pode nos empurrar ao movimento. Além do fato de poder transpor esses momentos para a introdução, quando pensamos nessa justificativa, talvez eles também estão dizendo que o texto de justificativa de fato tem um tipo de tom, ou narrativa, ou condução, que é típica de uma introdução; e que com isso nos leva a concluir que a justificativa não deveria trazer isso, de certa forma.

Na tentativa de entender esse possível problema, agora refletindo, penso que esta versão da justificativa, v3.5, está muito explicando lógica senão até fazendo certas abstrações, como provando. Então, acaba se distanciando da expectativa do documento de justificativa, que (acredito) deve ser em proporcionar uma leitura para um leitor que está orientado a soluções e de fato, julgando, e não aprendendo. Em outras palavras, a justificativa não deve ter a intenção de ensinar. Ela deve, basicamente, apresentar uma lógica que começa com uma situação conhecida, e apresentar um problema que é reconhecido, permitir que o leitor reconheca a aplicação, e então sugerir a linha geral da solução.

Uma revisão feita por LV, mais espefícica, também dá suporte os pontos que foram apontados por VO e o RS. Por exemplo, LV identificou um bloco onde ela informou que teve que ler 3x. Em torno de "Não porque... " e avançando até o "empoderar".

  • "É a partir da visão de que este ambiente é abundante, rico e acelerado que justificamos a relevância deste material. Não porque seja um mal absoluto mas por justamente nos empoderar para buscar resultados imediatos, o que nos leva a distanciar do pensamento consciente que se preocupa com o processo de construção do escritor. Quando nos preocupamos com o processo de construção do escritor, destacamos que este ambiente não cansa, pois de novo e de novo faz mais do mesmo, oferecendo mais soluções, mais atalhos, mais receitas, mais regras, inclusive para resolver todo novo problema que vamos encontrando. Enquanto o tempo passa, enquanto o meio não cuida da estratégia individual de cada um, avançamos menos conscientes e menos preparados para lidar com os desafios do caminho. "