Marcio S Galli, 11-12-2024
Este projeto está alinhado com as perspectivas que pedem por uma visão consciente sobre o nosso movimento acelerado diante de um mundo mais conectado e interativo. Se considerarmos a jornada do desenvolvimento dos escritores, encontraremos novos desafios e boas razões para refletir - e reavaliar - a forma que nos envolvemos com a escrita, tanto profissionalmente como pessoalmente.
Como escritores, aspirantes ou já envolvidos com escrita, estamos imersos em um meio de narrativas que levam a soluções para toda e qualquer etapa do processo. Pela ótica positiva, estamos muito mais colaborando e interagindo, encontrando mais métodos, ferramentas e plataformas, certamente mais envolvidos com escrever, editar e publicar. Mas quando nos preocupamos com o processo de construção do escritor, enquanto o meio externo não cansa de oferecer mais soluções, não garante uma visão consciente que nos ajuda com os desafios do processo de evolução com a escrita. Convido você a considerar como o meio pode influenciar o caminho do escritor, pela perspectiva de crescimento e defesa:
Quando queremos crescer, cheios de expectativas por resultados, encontramos muitas narrativas, mais elaboradas, que nos levam a perceber as soluções como “caminhos das pedras”. Em um ambiente hiperconectado, ouvimos, analisamos, decidimos, e interagimos muito mais. Devemos lembrar que, se dispostos, o meio nos convida para aprender em retrospectiva, depois das falhas. Além disso, podemos avançar de certa forma menos sozinhos, uma vez que encontramos suporte pelo próprio tecido social que nos permite colaborar e interagir. Ainda devemos lembrar que, quando desprovidos de uma visão mais estratégica sobre nossa jornada individual, corremos o risco de encontrar no nosso entorno (nas nossas redes de contatos) narrativas redundantes que ecoam mais do mesmo - que nos levam para os mesmos caminhos das pedras.
Esta situação não é só um desafio para escritores aspirantes dado que o meio também traz narrativas elaboradas e soluções específicas para toda e qualquer etapa do processo. Considere, por exemplo, o escritor que publicou mais rápido e logo na sequência pergunta “Mas e agora, o que acontece?” E uma voz assertiva neste mesmo ambiente diz “Como todos sabem, o trabalho do escritor começa quando o livro acaba. Agora você precisa vender!” E uma mão se estende com outra voz que diz “E podemos também lhe ajudar com isso!”
Em resumo, olhando pela perspectiva de crescimento, este ambiente traz movimento, e de certa forma conforto inicial, mas demanda mais atenção e mais energia sem garantias de que a movimentação não é, de certa forma, arbitrária. Considerando a perspectiva de defesa - aquela que nos livra de situações arriscadas - o avanço ao movimento não nos impede dessa visão que minimamente percebe: mais acelerados, mais sentimos o feedback da energia despendida - tanto dos movimentos de sucesso como de falhas - por meio de mais interações onde muitas inclusive são feitas em colaboração ou nos expondo ao mundo. Mais envolvidos com ações, corremos o risco de, no dia-a-dia, avançarmos em um ambiente de mais pressão, com mais ansiedade, acumulando desgaste e frustrações. E mesmo que nossas falhas sejam base para aprendizado, o meio não nos garante cuidado para lidar com o impacto negativo desse movimento, como ressignificar as grandes decepções e humilhações. Além disso, munidos das próprias narrativas de expectativas por resultados (orientadas por apelos mercadológicos) alimentamos uma visão de autocrítica que é limitada e severa com nossos movimentos, e que nos coloca em uma posição de decidir mais rapidamente, ou de reagir mais rapidamente, com menos paciência e mais emoções, de forma menos calma, menos estratégica, em movimentos de defesa que podem ser vistos - por uma visão externa - como autossabotagem.
Ao considerarmos essas duas perspectivas, podemos concluir que avançar dessa forma nos empodera para agir em movimentos arbitrários enquanto gastamos mais energia ao mesmo tempo que acumulando o peso das falhas. Enquanto isso, simultaneamente, nos tornamos mais severos sobre o nosso movimento, acumulando ainda mais frustrações e ansiedade. O resultado, considerando a visão do processo da escrita, é uma escrita que se interrompe, levando ao que os profissionais se referem a bloqueios, mas que para muitos na situação confusa infelizmente tornam-se ainda mais sinais de problemas - como uma bola de neve - podendo inclusive levar a situação catastrófica de total decepção com a escrita ou uma interrupção silenciosa que em muitos casos são trazidas pensamento consciente com frases como “não tenho vocação”, “não é uma vida para mim”, dentre outras da mesma ordem.
De forma geral, podemos considerar que acabamos empoderados pelo movimento - de certa forma acolhidos pelo tecido social - mas desamparados da visão que cuida da jornada individual, uma visão de liderança, distanciando do pensamento consciente sobre o processo de evolução do escritor. Enquanto isso, potencializados por expectativas de resultados e sem o aparelhamento para enfrentar as frustrações no caminho - por exemplo refletir, ressignificar e planejar diante dos desafios. E mais, sem uma visão que poderia nos permitir ver que os desafios no caminho são as verdadeiras oportunidades.
Para todos os níveis de escritores temos muito a perder se não quebrarmos essa forma de condução. Se no passado ser escritor era difícil (por conta do ambiente menos democrático, caro e seletivo) o paradoxo é que hoje temos solução para tudo, por um lado, mas estamos literalmente desamparados de perspectivas estratégicas de crescimento e defesa. É neste sentido que justificamos este material - porque precisamos perceber melhor nosso movimento no ambiente e porque temos muito a ganhar como escritores, como profissionais, e como seres humanos.
Escrevendo um Escritor resgata elementos deixados por grandes mestres da escrita (de um passado recente mas menos acelerado) que não só encontraram a arte da escrita mas nos contaram sobre o processo - sobre o que é ser um escritor e sobre a importância de ver essa jornada como um processo de evolução. Neste sentido, reunimos pensamentos que nos ajudam a desafiar o ambiente e que nos guiam de forma iluminada para nos livrar do movimento obcecado e do assédio de narrativas que tornaram-se de fato pedras no caminho do escritor.
O leitor, agora escritor-leitor, é convidado a trilhar um caminho que valoriza o indivíduo, no presente. Desta forma, por meio da escrita, criamos as condições onde a escrita e o escritor evoluem juntos. Por uma condução mais calma, abrimos espaço para ver o processo pela ótica da inovação e da gestão, e olhar o ambiente externo como um palco dinâmico onde essencialmente o escritor caminha em evolução contínua. Desta forma, nosso rumo envolve uma uma condução mais consciente e que vê o que temos a frente como oportunidades de evoluir, não importando nossos projetos - páginas matinais, diário, blog, ebook, livro, próximo livro etc.
Concluindo esta justificativa, destacamos um aspecto de originalidade justamente porque o próprio legado de grandes escritores que refletiram sobre a escrita nos deram também a solução para uma navegação mais serena, mais calma, onde podemos, por meio da escrita - no sentido de escrita meditativa e reflexiva - nos desconectar desse ritmo frenético e ambiente abundante; mas de forma que fundamentalmente nos recuperamos, nos resgatamos e ficamos posicionados para transcender das pressões do dia dia, organizando nossos pensamentos e avançando nossas vidas de forma mais lúcida e criativa, menos orientados pelos pensamentos que nos confundem e que nos frustram. Como resultado, Escrevendo um Escritor, ao colocar atividade de escrever no centro de uma construção consciente, nos livra do movimento controlador - e controlado - ditado pela realidade do meio do momento ao mesmo tempo nos conduzindo para uma construção verdadeira com o mundo, que nos faz mais escritores verdadeiros e mais humanos.
Uma escritora - aspirante ou já envolvida com a escrita - que espera por resultados, encontrará no meio moderno muitos “caminhos das pedras”. Além disso, estará menos sozinha por navegar por um tecido social, por meios digitais, que mais permitem colaboração com outros e com isso interagir mais com métodos, ferramentas e plataformas.
Pela ótica otimista, este meio não cansa e está lá estendendo suas mãos para toda e qualquer necessidade à frente. Considere, por exemplo, o escritor que publica em tempo recorde e na sequência se depara com a pergunta “Mas e agora, o que acontece?” enquanto uma voz assertiva do meio lhe diz que “Como todos sabem, o trabalho do escritor começa quando o livro acaba: Agora, você precisa vender!” E na sequência, uma nova mão se estende dizendo “... e podemos também lhe ajudar com isso!”
Mas quando consideramos o processo de evolução do escritor, encontraremos boas razões para considerar a importância de um movimento mais reflexivo e consciente em relação à forma que nos envolvemos com a escrita:
Neste ambiente hiperconectado, ouvimos, analisamos e decidimos muito mais. Com isso, distribuímos nossa atenção. E mesmo capacitados a aprender a partir das falhas, não nos livra do movimento arbitrário e desgaste de uma movimentação orientada a aprender por tentativa e erro onde o aprendizado se dá em retrospectiva. Outro aspecto de complicação é que enquanto mais nos entregamos ao movimento de interação - que aparentemente não parece nos oferecer grandes riscos - continuamos a acumular frustrações e humilhações, porém não necessariamente encontrando o apoio estratégico, no sentido psicológico, para lidar com esses desafios. Além disso, enquanto orientados por resultados mercadológicos, nos tornamos mais severos com nosso próprio movimento, mais sentindo pressão e ansiedade, e com isso influenciando nossa ação de liderança que, em cenários extremos, nos envolvemos em auto sabotagem, menos preparados com estratégia de autocuidado, levando a interromper o processo de evolução ou até nos levando a condições catastróficas de total decepção com a escrita ou descaso para o envolvimento mais consciente, inclusive nos levando a uma posição sobre o assunto que leva ao pensamento que de forma consciente o processo de autossabotagem encontra resoluções com da ordem “não tenho vocação”, “não é uma vida para mim”, dentre outras da mesma ordem.
De forma resumida, podemos considerar que estamos desamparados de uma visão que cuida da jornada individual, nos distanciando do pensamento consciente sobre o processo de evolução do escritor: cativados por expectativas de resultados e sem o aparelhamento para cuidar de um ambiente que é construtivo e produtivo. Para todos os níveis de escritores temos muito a perder se não quebrarmos essa forma de condução.
Neste sentido, Escrevendo um Escritor resgata elementos deixados por grandes mestres da escrita (de um passado recente mas menos acelerado) que não só encontraram a arte da escrita mas nos contaram sobre o processo - sobre o que é ser um escritor e sobre a importância de ver essa jornada como um processo de evolução. Neste sentido, reunimos pensamentos que nos ajudam a desafiar o ambiente e que nos guiam de forma iluminada para nos livrar do movimento obcecado e do assédio de narrativas que tornaram-se de fato pedras no caminho do escritor.
O leitor, visto como escritor-leitor, é convidado a trilhar um caminho de valorização do indivíduo, do ser e do presente. Desta forma, por meio da escrita, criamos as condições onde a escrita e o escritor evoluem juntos. Por uma condução mais calma, olhamos o processo pela ótica da inovação e da gestão onde o ambiente externo é um palco dinâmico que traz oportunidades para o escritor caminhar e evoluir contínuamente. Desta forma, nos envolvemos com uma condução consciente onde o ambiente nos dá oportunidade de evoluir, não importando a forma que decidimos escrever no momento, por meio de páginas matinais, diário, blog, ebook, livro, próximo livro etc.
Ainda, este mesmo legado dos grandes escritores - que refletiram sobre a escrita - nos deram também a solução para uma navegação mais serena e calma onde podemos nos envolver com a escrita no sentido de escrita meditativa e reflexiva e assim nos desconectar desse ritmo frenético do externo e fundamentalmente nos resgatarmos, nos posicionando para transcender as pressões do dia dia, organizar nossos pensamentos e avançar nossas vidas de forma mais lúcida e criativa e menos orientados por pensamentos que nos confundem ou que alimentam frustrações.
Como resultado, Escrevendo um Escritor, ao colocar atividade de escrever no centro de uma construção consciente, nos livra do movimento controlador - e controlado - ditado pela realidade do meio do momento ao mesmo tempo nos conduzindo para uma construção verdadeira com o mundo, que nos faz mais escritores.