Projeto - Além da Marca - Seu estabelecimento de alimentação começa com valores

Marcio S Galli, 7-9-2024

Dados gerais

  • Título - Além da Marca
  • Subtítulo - Construindo sua marca com valores
  • Subtítulo - A Marca do Seu Estabelecimento Alimentício Começa com Valores

Rascunho capa

  • Capa - Desenho capa sugestão - Mar turbulento, abaixo, com fragmentos de lixos de itens de restaurantes no mar, e tecnologias, e QRcodes, e maquininhas e caixas e tudo mais, uma mão no centro do turbilhão, sai do mar pedindo socorro; enquanto a mão do céu, que está iluminado com uma luz celestial semelhante à mão da obra de Michelangelo ("A Criação de Adão"), se estende para ajudar.

Proposta capa Além da Marca Mar Turbulento e mão pede socorro

Propostas enviadas

  • Editora Senac, em 6 de Setembro de 2024

Mini bio autor

  • 2024 - (Em construção) Autor de projeto - Escrevendo seu Escritor - que ajuda pessoas a se tornarem escritores vencendo barreiras como bloqueios que estão ligados às críticas e percepções do mundo acelerado. Este projeto nasceu por conta das dificuldades que tiveram que ser vencidas na construção do livro abaixo.

  • 2017-2024 - (Em construção) Autor do livro Slow Down to Start-up, em Inglês, voltado para o mercado global e para a audiência de empreendedores que buscam criar startups; que sofrem com excesso de informações e soluções (plataformas, frameworks, ferramentas) em um mundo hiperconectado e de narrativas orientadas à ação. Este livro encontra-se em fase de finalização do manuscrito.

  • 2019-2024 - Fundador da plataforma de hospedagem e autoria de sites intitulada MePlex, uma plataforma de sites minimalistas - direto ao ponto - para profissionais liberais, como psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, dentre outros.

  • Outros - Veja mais no meu mini site, perfil escritor, onde destaco autor de artigos sobre gestão na revista Hackernoon, autor de artigos sobre gestão, autor de patentes, dentre outros como apresentações.

Áreas de conhecimento

  • Gestão e negócios: Marketing
  • Gastronomia e Nutrição: Sala, Bar, Restaurante, Cozinha, Alimentação

Justificativa

De forma geral, esse projeto traz uma preocupação com relação à influência do meio ambiente moderno no comportamento humano [1]. Com relação aos estabelecimentos de alimentação, nos preocupamos com o avanço das tecnologias, especialmente as experiências comunicativas, e a influência no movimento de liderança, construção da marca, identidade de negócio e bem-estar dos colaboradores.

Duas situações nos levam a considerar o problema. A primeira é que muitos estabelecimentos focam na execução em primeiro lugar, seja por conta da própria atenção voltada aos processos que garantem a experiência do cliente, ou por outras, como falta de investimentos. O autor Fabrício Morini, em Faça seu Negócio Decolar, nos lembra que o fazejamento é a execução sem planejamento.

Pouco mudou neste sentido. Por outro lado, muita coisa está mudando do nosso lado. Diante das tecnologias e experiências comunicativas, enquanto o físico se aproxima do digital, estamos mais conectados com o ambiente, entre clientes, fornecedores, parceiros e outras vozes que influenciam nossas decisões.

Do lado dos clientes, a interação que era lenta e controlada - com sugestões e reclamações no estabelecimento e o boca-a-boca lá fora - hoje está mais dinâmica. Eles não pensam duas vezes antes de comentar, avaliar e recomendar. E suas razões e formatos variam, com comentários simples ou narrativas elaboradas, entre Likes e vídeos com efeitos incríveis, eles se expressam entre amigos ou para o mundo, em grupos privados ou publicamente. Do lado dos fornecedores, temos mais soluções e narrativas mais elaboradas para muitos dos nossos problemas, nossas fachadas, mesas, cardápio, promoções e muito mais. Em outras palavras, sabemos que podem nos ajudar com nossas fachadas, mesas, cardápio, promoções e muito mais. Desta lado, temos também as plataformas de parceiros, que aliviam outras áreas como aquisição de clientes, experiência de pedidos, pagamentos, entregas, e muito mais.

Entre esses lados, o que fazer e como fazer, nossa operação fica empoderada, como se estivéssemos com fome e dentro de um hipermercado de soluções. Em outras palavras, estamos em um ritmo acelerado e em um ambiente que bombardeia narrativas.

Se por um lado é um ambiente empoderador, por outro nos bombardeia com narrativas. E voltando ao grande desafio, devemos nos perguntar se este meio pode influenciar nossa operação assim como as consequências para a saúde do negócio e o bem estar dos envolvidos.

Para estruturar o problema, simplificamos a questão como sendo um problema de foco. Com esta lógica, partindo do princípio que a operação investe energia e atenção, consideramos uma situação onde as narrativas do ambiente influenciam o movimento de liderança, especialmente quando a operação é desprovida de valores próprios (no sentido de princípios guiados por propósito). Neste cenário, o movimento de liderança é enfraquecido, porém essencialmente sem consciência, não só por conta do foco na operação mas também pelo ambiente persuasivo. Em outras palavras, o fazejamento torna-se um fazejamento potencializado. Além disso, consideramos outros efeitos paralelos; em especial, a caracterização da marca, que passa a ser construída por este movimento, impactando tanto a identidade e saúde do negócio como o bem-estar dos colaboradores. Ainda que a questão seja relevante, é importante sensibilizar o leitor, justamente pela premissa do foco dividido. Neste sentido, duas perspectivas conduzem o leitor a se sensibilizar e entender o problema: A bolha da comunicação e a bolha dos estabelecimentos.

Começando pela “bolha da comunicação”, o autor convida o leitor a uma viagem no tempo com o objetivo de organizar uma visão sobre as construções tecnológicas e experiências comunicativas que definem nosso ambiente de vida e trabalho. Isso nos leva a uma reflexão sobre o que normalmente não é visto, um tecido social que define nosso ritmo e comportamento.

O leitor é então convidado, de volta ao presente, para dentro da “bolha dos estabelecimentos” mas como um observador. Pela leitura, a narrativa torna-se especial, justamente por ser diferente de quando estão lá, enquanto consumidores, com fome ou sede e acelerados pelo trabalho ou ansiosos para relaxar. O objetivo é uma reflexão, cena a cena, diante das fachadas, sentados nas mesas, segurando os cardápios, ouvindo o som ambiente, tentando fazer pedidos, acompanhando as entregas na garupa das motocicletas, descartando embalagens, e muito mais. Serão momentos dramáticos e até viscerais; mas não mais do que a nossa realidade, aquela que exige que tenhamos um smartphone para pedir uma pizza, até no estabelecimento, aquela que quer alimentar nossos filhos com o “lanche que nada na piscina de cheddar,” a mesma que dá 5 estrelas para que nossos filhos motoboys continuem a avançar pelo vermelho (com seus escapamentos ensurdecedores).

Com essas perspectivas, o leitor é convidado - antes de considerar a missão de resgate da liderança - para a formalização do problema, como sendo “a equação do foco”. Celebramos, com tom reflexivo e de preocupação, que a riqueza das experiências comunicativas cativam a operação com a percepção do movimento ser estratégico; mas que essencialmente caracteriza o enfraquecimento da liderança como uma execução que busca por eficiência, que segue ideias dos outros

Em relação a marca, identificamos que essa redução da autonomia não impede que a marca seja construída, e de forma acelerada, induzida pelas vozes dos clientes, fornecedores, colaboradores, parceiros, e vozes “estratégicas”; caracterizando um cenário “normal” que é essencialmente um estabelecimento genérico, assim como um cenário extremo de total descaracterização da marca - e que leva a consequências catastróficas para o negócio. Além disso, celebramos que este ambiente - desprovido de identidade - torna-se completamente desmotivador aos colaboradores que não se veem mais no papel de criadores (envolvidos com um futuro), essencialmente se vendo como operadores (no sentido de máquinas) que buscam somente eficiência.

A solução, que segue a lógica, traz a questão da marca (que na situação anterior voa sem controle) como chave para resolver a equação do foco. Nesta parte, começamos pela desconstrução do conceito popular de marca - marcas “grandes” presentes sem utilidade e relação com a essência do ser humano. Na contramão, resgatamos os elementos que criam organizações verdadeiras, como o respeito ao ser humano, a valorização da vida e a natureza, valores em termos de moral e ética, valores ligados à cultura e arte. Nosso destino, Além da Marca, nos guia para uma operação que é prática e produtiva, que permite separar ruído de sinal, e que simultaneamente constroi uma marca forte. Mas mais do que isso, que empodera o ambiente interno e externo para construir juntos. Com mais energia e menos frustração, resgatamos nosso papel de liderança e simultaneamente construímos uma marca forte e um ambiente saudável que respeita os envolvidos como seres humanos, criativos.

[1] De forma geral, esse projeto está alinhado com outros - como Nação Dopamina, Máquina do Caos, Foco Roubado, Ruído, Identity and Violence

Apresentação - Sinopse (1 página)

Muitos que se envolvem na área alimentícia deixam a questão da marca de lado. Existem boas razões como “a operação não pode parar”, a falta de investimento e conhecimento/planejamento anterior. Além disso, sabemos que marca é assunto de marketing, e assim um assunto de crescimento, um assunto para depois. Por essa e outras razões a nossa estratégia se volta para o presente, para a ação, a execução.

No passado, esta abordagem dava tempo para o aprendizado. De certa forma, muitos estabelecimentos se construíram lentamente em paralelo com o boca-a-boca. Por outro lado, e diante do nosso mundo conectado e interativo, a nossa marca voa sem controle. Hoje a marca é notada como é percebida, pelo físico ou digital, por nossos clientes ou outros usuários conectados. E por eles ela é transmitida - com comentários, avaliações, resenhas, e outras formas de expressão - em grupos privados ou públicos, estejam eles com ou sem razão.

Nesta posição, ficamos pressionados e muitas vezes ansiosos. E quando procuramos respostas no nosso entorno, encontramos muita ajuda mas que também nos leva a antecipar aquele trabalho “de marketing” que não estamos interessados. O resultado desse movimento pode ser catastrófico, não só em relação a marca e a identidade do negócio mas também impactando o bem estar de todos os envolvidos. Enquanto isso, ocupados e muitas vezes nos sentindo empoderados, nos tornamos seguidores, essencialmente influenciados pelo movimento do ambiente acelerado.

Para resolver isso, a abordagem Além da Marca traz uma perspectiva prática que não envolve deixar a operação de lado para criar uma identidade e uma marca forte. Essa proposta nos convida para uma missão de propósito que envolve resgatar valores da natureza e da vida, encontrados na cultura e na arte. Com valores, nossa operação fica objetiva e resiliente para sobrevivermos ao ambiente que nos bombardeia com narrativas - no meio de tantos clientes, fornecedores, marketeiros, influenciadores, reais ou virtuais. Com propósito, nos tornamos mais humanos e criativos, permitindo um ambiente de colaboração construtivo. Além da Marca é sobre resgatar o papel da liderança que constroi uma marca verdadeira, uma identidade que inspira e com isso um ambiente saudável, dentro e fora, tanto para nossos colaboradores e para o mundo.

Estrutura da obra

Parte 1 - A comunicação e a operação

  • Em “A evolução da comunicação”, voltaremos no tempo, junto com o autor (que é um apaixonado por tecnologia e comunicação), considerando a evolução dos meios de comunicação (começando pelo rádio, TV, web, redes sociais, e aos conteúdos assistidos por AI) e o impacto nas nossas vidas em termos de foco e comportamento.

  • Em “O Homo Narrans”, provocamos uma visão de mundo que nos coloca como Homo sapiens, seres de racionalidade "lógica e científica", contrastando com outra visão onde, de fato, nossa racionalidade é orientada por narrativas, e o ser atuante é o Homo narrans. Ainda, consideramos como as plataformas tecnológicas se beneficiam deste modelo e só nos fazem mais atuantes como seres que se orientam por narrativas.

  • Em “O fazejamento”, consideramos a situação desafiadora quando a operação prioriza a execução por conta da atenção voltada ao cliente (e outros fatores como falta de investimento), desta forma caracterizando a operação que se torna reativa ao que acontece no presente e, na falta de valores, pressionada a executar buscando mais eficiência.

Parte 2 - Operando na bolha

  • Em “O fazejamento, potencializado”, consideramos uma situação agravante onde as narrativas do ambiente tornam-se mais persuasivas em comparação com as próprias (especificamente quando as próprias narrativas não são suportadas por valor), e como isso influencia a liderança a reconhecer o movimento como estratégico; mas que não impede que a operação torne-se mais eficiência porém em muitas circunstâncias em um rumo arbitrário, ou genérico.

  • Em “A espiral, da morte”, consideramos uma situação onde o estabelecimento, quando se vê na situação de desespero, torna-se acelerado diante da busca de eficiência, porém aceita a criatividade do ambiente externo (por exemplo as vozes dos fornecedores e outros “marketeiros”) que passam a decidir mais de forma a influenciar a experiência como um todo; levando potencialmente a situação extrema, a “espiral da morte”, e a destruição do negócio, além da desmotivação dos colaboradores e da liderança.

  • Em “A pasteurização, do passado”, consideramos uma situação paradoxal, dado que certas experiências do passado, como o bolinho de bacalhau, ainda existem mas em uma versão “sem graça” onde o público jovem não vê nada demais enquanto os antigos que provaram da versão original se decepcionam. Celebraremos, com tom de tristeza e saudosismo, como muitas experiências gastronômicas correm risco de extinção.

  • Em “O QR code, esse desconhecido”, celebraremos com um tom de preocupação como a experiência de pedir por meio do QR Code entrou nas nossas vidas e ficou normal, principalmente durante o Covid-19. E assim, como muitos estabelecimentos assumem que é a única forma de pedir, como se a tecnologia não pudesse ser trocada, e perdem a oportunidade de perceber justamente como as várias questões do ambiente (não só as tecnológicas) definem a experiência como um todo.

  • Em “5 estrelas, se for rápido”, consideramos as plataformas de pedidos e entregas exercem um papel na percepção sobre o que é bom assim como uma influência na experiência como um todo. Com tom de preocupação, analisaremos aspectos sobre essa experiência, destacando muitas das coisas que parecem normais ao nosso lado, como o caso dos milhares de motoboys que aceleram pelos sinais vermelhos com escapamentos turbinados, entregando pizzas transfiguradas, ou até não entregando por conta de acidentes.

  • Em “Chamar a atenção, 3.0 e visceral”, observamos como a ideia conhecida como “chamar a atenção” é como um clichê e como a pressão da competição leva milhares de estabelecimentos a evoluir suas narrativas, criando experiências de certa forma inovadoras - que diante de um olhar externo nos leva a pensamentos como “o Brasileiro precisa ser estudado” - e que tornam-se normais como o caso do “lanche na piscina de cheddar”, “o pote da felicidade” (bolo no copo com um pudim colado em cima), pizzas doces decoradas com bolinhas de “chocolate” coloridas, torres de batatas com bacon e “cheddar”, e muito mais.

Parte 3 - O resgate

  • Em “A equação do foco”, formalizamos a situação de desgaste e confusão e a lógica que nos levará para um novo olhar sobre a importância de desacelerar, sobre o “menos é mais” e ao pensamento consciente de uma operação orientada a valores. Introduzimos a equação do foco, ou a equação da decisão, como sendo N x V, narrativas potencializadas por valores, o que nos levará a considerar a importância de estabelecer novos valores, no sentido de propósito, como mecanismo para uma operação mais leve que leva ao progresso.

  • Em “Feito com amor”, seguimos a tese de valor, começando com o caso do arroz, como o arroz feito na hora, indo muito além do “ser fresquinho e quentinho” e nos levando direto para o entendimento sobre valores, como “feito com amor”, nos levando a acessar questões mais profundas sobre valores (ligados a cultura, a vida). Outros capítulos fazem o mesmo com outras experiências, como a feijoada (que é utilizada para explicar a importância da experiência como um todo), o acarajé (que nos ensina que o tradicional não significa parar no tempo), e muito mais.

  • Em “Mais que uma fachada”, trazemos paz para resolver uma ideia de que fachada é assunto “de fachada”. Na contramão do movimento acelerado de que fachada é para “chamar a atenção”, ou para vender mais, desconstruimos muitos dos mitos e até mensagens que parecem ser coerentes, como a questão das “cores quentes”, e um monte de outras ideias que são justificadas pela ideia de “chamar a atenção”. Na contramão deste movimento, apresentamos uma nova visão para as fachadas que vai além do bonito ou “instagramável” e de fato nos colocam com contado com uma identidade e mais conectados com a natureza, a vida, as artes e a nossa cultura.

  • Em ”Menos é mais”, celebramos como uma simples folha de sulfite A4 pode ser mais do que um cardápio complicado com 12 páginas envelopadas e cheio de imagens. Com a abordagem menos é mais, onde valores estão estabelecidos, criamos um ambiente que de fato conta com os envolvidos para que possam observar, refletir, colaborar, e criar.

  • Em “O estabelecimento zen”, iremos na contramão do movimento que nos pede para correr como robôs - e que com isso nos leva a usar nossa mente criativa só para lidar com problemas. Essa será uma oportunidade de provocarmos e reinventarmos nosso sistema operacional, colocando alegria e entusiasmo na base da operação que leva ao movimento virtuoso.

  • Em ”A escola da vida”, celebramos que o maior investimento é o tempo de todos, o momento que estão presentes. E assumimos que o futuro de todos é incrível. Com esse princípio, nos desafiamos a respeitar que o ambiente torna-se o caminho, e que todas as facetas do negócio devem funcionar como um meio que traz uma oportunidade de aprendizado e crescimento.

Agradecimentos

  • Rodrigo Silva, Victor Preto, Gloria Edini, Vanessa Erika, Juliana Cobre.